11.5.08

Genesis

Meu pai tem um gosto musical fantástico. Ele sempre foi tão apaixonado por música que acabamos, todos em casa, sendo contaminados com isso. E o curioso é que quando me lembro dele ouvindo música chego a sentir saudades: era uma das coisas boas que ele tinha.

Cresci ouvindo muitas coisas, nem daria para listar: minha casa tinha um acervo invejável de vinis com muito de Beatles, Pink Floyd, Deep Purple, Alan Parsons, Queen, Creedence, Jethro Tull, Eagles, Supertramp... Mas sem sombra de dúvidas, Genesis é a minha herança musical preferida e não há nada no acervo que eu goste mais. São eles os culpados de meu fascínio pelo progressivo, que para mim é algo muito maior do que trilha musical de reportagens televisivas (verdade: me parece que o progressivo é a escolha oficial dos editores das emissoras! rs)

Como a maior parte dos verdadeiros fãs de Genesis, eu também acho a fase Peter Gabriel infinitamente superior, não só pela obra que é incomparável mas também por toda a performance do líder da banda nessa fase, que é algo impressionante. Não que eu possa dizer que gosto da fase pop, mas meu pai ouvia e acabei me habituando com algumas coisas (adoro Mama, Follow you, follow me, Throwing It All Away...), além de me derreter com a voz do Phill Collins e o considerá-lo extremamente carismático (se ele não tivesse dito que se interessa menos por música do que por sua memorabilia da Batalha do Álamo, poderia dizer que sou apaixonada por ele). Para mim, a birra que os fãs ortodoxos têm dele é uma injustiça. Tudo bem, acho boa parte da obra da banda sob sua liderança dispensável, mas a saída do Peter Gabriel me soa mais como um ego ferido por ter alguém talentoso se sobressaindo no grupo do que por descontentamento com uma possível veia pop que sequer havia dado as caras na formação. De qualquer forma concordo que é outra banda, voltada ao comercial, e estou falando da primeira aqui. Nem conto com Ray Wilson, e se conheço algo dessa fase é totalmente sem querer: havia coisa mais útil para gostar nos anos 90, e meu gosto já era mais inclinado ao indie.

Eu não sou opinião adversa em considerar Seeling England by the Pound a melhor obra do Genesis. Também não sou uma pessoa difícil de agradar, ponto pacífico, mas posso dizer que esse álbum está num estágio além das coisas que gosto muito e escutá-lo é experiência sem igual: há uma dinâmica perfeita entre as faixas e raramente me permito escutar uma música isolada. Mas se você me mostrar uma, qualquer uma delas isoladamente, eu vou delirar quase da mesma forma.

Do resto gosto muito, muito de Nursery Crime. Mais que Fox Trot, que costuma ser o segundo na lista dos fãs ortodoxos. Gosto bem de Trespass e do Lamb Lies Down, mas do From Genesis to Revelation eu mais rio do que qualquer outra coisa: é ruim. Ruim. Se não fosse In Limbo e Windows, eu o teria apagado do meu player. Quando os ortodoxos criticam o Phill certamente estão ignorando essa fase obscura de Peter Gabriel.

Para quem não sabe, os álbuns progressivos são como livros e a sequência de composições oferece uma dinâmica que deve ser respeitada para que o conto faça sentido. Por isso é muito difícil fazer uma lista de músicas preferidas: isoladamente elas não têm o mesmo efeito que quando inseridas em seu contexto. Mas farei, mesmo assim, duas indicações por álbum que, digamos, são os meus capítulos preferidos:

From Genesis to Revelation
Windows
In Limbo

Trespass
Visions of Angels
Stagnation

Nursery Crime
Musical Box
Absent Friends

Fox Trot
Can-Utility and the Coastliners
Supper's Ready

Seeling England by the Pound
Firth of Fifth
I Know What I Like
(Se eu pudesse citar 3 músicas, citaria Dance in the Moonlight Night na sequência)

The Lambs Lies Down on Broadway
Carpet Crawlers (que deve ser a minha preferida depois do trio que inicia o álbum anterior)
Cuckoo Cocoon
(eu poderia citar a dupla The Lambs Lies Down on Broadway e The Light Dies Down on Broadway, mas eu extrapolaria o meu limite)


Sim, sim, meus caros: eu sou cara de pau e dei um jeito sutil de quebrar as minhas próprias regras ao citar as preferidas. Mas ouçam, e então vocês conseguirão me entender!

Enjoy it!

7.5.08

Café da manhã

Quer mesmo saber por quê vou mudar de emprego?

2.5.08

Sobre uma mulher fora de contexto

Quando eu morava na Rocha a dona do apartamento pediu para deixar uns móveis dela por lá pouco antes de colocá-lo para alugar, de forma a incluí-los do aluguel do futuro locatário. Eu topei, mas chorei de desespero (sem exagero) quando cheguei em casa: os móveis eram tão, tão velhos que eu tinha medo de dormir e no primeiro dia, de fato não dormi. No segundo, cambaleando de sono, deixei a porta aberta e a luz acesa e consegui dormir em alguns intervalos. No terceiro resolvi ser amiga de todos eles fazendo a política da boa vizinhança: olhei para a carinha de cada um e dei o nome que combinava melhor com cada coisa. Assim fiz de amigos a penteadeira Luís XV que era a Princesa Isabel, uma cama baixa com um espaldar alto e trabalhado que se chamava D. Pedro, o armário imenso conhecido como D. João e as várias peças que deveriam compor uma cozinha e ficaram pela casa que atendiam por Dona Benta. E daí por diante tivemos uma convivência pacífica. Desde então notei que é costume meu dar nome às coisas que preciso me familiarizar, assim como os apelidos às pessoas que começam a fazer parte da minha vida.

Durante anos eu sonhei ter um notebook. Assim eu poderia levá-lo até o cliente para uma modificação rápida de projeto, sentar para trabalhar em qualquer ponto de casa, redigir minhas atas de reunião durante as reuniões, enfim... Coisas de workaholic assumida. Duas semanas após a aquisição eu nem havia aberto os programas para testá-lo ainda. Eu realmente o uso em reuniões, nesse frio é bom ficar na cama escrevendo ao invés de sentar no escritório, mas é só em situações como essas que acabo usando de verdade o computador. Nem dei nome para ele ainda, não somos amigos. E olha que ele é até simpático, mas não adianta: gosto da boa e velha workstation.

O carro foi totalmente outra história, pois eu nunca quis ter um carro. Aos 18 anos tirei carta como um presente dos meus pais e logo bati, e então me desinteressei completamente. Nunca tive vontade de dirigir e, pasmem, eu gosto de andar de ônibus. As pessoas costumavam me dizer que quando eu dirigisse com frequência acabaria gostando, que talvez eu não gostasse ainda pois tinha medo, que eu teria uma sensação de liberdade incrível, blablabla. Elas me enganaram. Odeio dirigir. Não sei o que acontece, mas não gosto mesmo. Eu prefiro muito mais sentar no meu banquinho do ônibus e ler meu livro, ouvir música com fones de ouvido, até tirar um cochilo tem sua utilidade. Mas dirigir? O que se faz de útil enquanto se dirige? Sério: não gosto. Penso se não é birra minha, assim como o laptop que sonhei em ter durante anos e agora uso raras vezes. Mas na verdade acho que realmente sou uma pessoa fora do contexto, que consegue ser grande amiga de móveis do século passado e até sente falta deles, mas que não se adapta às modernidades do século XXI.

Então quando digo que queria viver num tempo regresso é dessas coisas que sinto falta: de se fazer um projeto à naquin com prazo justo para amadurecer idéias, de uma época em que as pessoas trabalhavam para viver, onde cartas escritas à mão eram comuns, onde as pessoas não precisavam de orkut para lembrar do seu aniversário e as mulheres não eram desmerecidas por adorar cozinhar ou bordar. Eu poderia usar um vestido rodado preto com bolinhas brancas e uma fita de cetin na cabeça sem chamar atenção de pessoas com fuseaus roxas sob um vestido amarelo limão como se a pessoa estranha fosse eu. Enfim, onde os móveis da Rocha eram contemporâneos e os laptops eram surtos de um louco vidrado em ficção científica.

21.4.08

Reprografia comportamental

‘Eu sou a soma de tudo o que vejo e minha casa é um espelho...’

‘Como ele é educado’ é uma frase que poderia significar ‘como ele é adestrado, como ele é manipulado’. Mas, com isso, não teríamos orgulho de ‘educar’ ninguém, então se inventou essa palavra. De início todos temos escrúpulos. Parece que nasce com a gente (parece, não sei se é assim) o essencial para ser minimamente sociável, para podermos conviver com outras pessoas minimamente sociáveis: nascem controlados, com as pessoas consideradas ‘normais’, os impulsos de matar, roubar, desrespeitar. De resto, tudo é moldado. Na China se come como se não se comesse há 10 anos e se suga com um barulho insuportável o que há no prato, mal se respira, coroando-se toda refeição com um festival de arrotos. Se você não arrota, você é ‘mal educado’. Isso é uma amostra mínima de como nossos hábitos mais básicos são espelhados no que nos rodeia.

Enfim, somos a soma do que se julga coletivamente como correto e ‘educado’. E algumas pessoas prolixas, como são todas as pessoas menos medíocres mas não menos educadas, passam a vida a discutir o resultado das somas alheias como se elas não fossem resultado de nada, como se fossem autênticas. Bah, isso não existe.

Não importa, não sei por que gasto tempo com isso, mas há vezes que gostaria de saber o que seria de minha vida caso eu não tivesse recebido os filtros que recebi. Até porque eu sou uma pessoa que absorve filtros naturalmente, tantos quantos me tocarem. E isso é uma grande tristeza pois eu bem sei, e mais ninguém, quem eu sou sem os filtros. Eu sei o que faria sem eles, acho.

Um querido sempre diz que somos pessoas, eu e ele, que precisam construir um lar ao nosso redor, onde quer que vamos. É verdade, e isso explica meu bem estar ou não diante de um grupo: esse sentimento de me sentir em casa tão essencial para que eu consiga permanecer. O que é absolutamente paradoxal, se penso que no fundo eu busco criar laços como um alguém que não existe, que é apenas resultado de quem quiseram que eu fosse. A verdade é somente velha conhecida de mim mesma. E se souberem quem sou, qual seria o julgamento que teriam de mim? E essa questão é o que me faz permanecer assim, deixando as coisas como são. Pois eu amo, e meu maior medo é não ter os que amo ao meu favor.

Tá, isso realmente parece um surto psicológico, mas não se assustem. É normal que pense assim, e é bom que saibam que penso assim. Pois talvez um dia eu possa te perguntar um ‘como vai?’ e você possa me responder a verdade ao invés do automático ‘tudo bem’. E talvez você também queira assim. Talvez queira me dizer ‘estou aflito pois vou fugir hoje, à meia noite, com uma loira que conheci na internet’, ou ‘estou mal, com uma gastrite nervosa que não me deixa dormir há dias pois quero me assumir homossexual’, e talvez possamos falar sobre isso como quem fala sobre o tempo, da forma mais natural possível mas com uma diferença crucial: no momento em que for dita a verdade socialmente incorreta haverá troca, haverá leveza e, que é o mais importante, não haverá julgamento. Pois não haverá mais necessidade de filtros, as pessoas poderão ser realmente sinceras. Eu poderei responder que acho lindo ou absurdo, e daí? Minha opinião teria a devida importância na sua vida: nenhuma.

12.4.08

Acaso

"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho,
pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida passa sozinho,
mas não vai só, nem nos deixa sós;
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito, mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida
e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso."

Antoine de Saint-Exupéry

2.4.08

Zona de conforto

Certa vez, um perito pediu para analisar minha assinatura. Dentre outras coisas, disse que eu não sabia sorrir quando pisavam em meu calo e que não nasci para ter patrão. Começo a acreditar piamente nisso. E lá vou eu, novamente, me enveredar por novos desafios (ou melhor dizendo: novas tentativas!).

Eu sempre fui muito pró-ativa. Acho que o grande diferencial entre mim e a grande massa que cruzou comigo na questão de desenvolvimento profissional foi justamente essa. Um dia, na construtora em que trabalhava, meu diretor me chamou para uma conversa. Eu havia proposto trabalhar para ele com um horário reduzido e tocar meus projetos pessoais, e então ele perguntou o que eu queria exatamente. Nem eu soube dizer, mas então ele me disse que sentia que eu estava numa zona de conforto, e que se preocupava com uma possível estagnação de minha parte por causa disso. Doeu.

Há várias coisas que me tiram do sério, mas na ordem de prioridade vêm as pessoas que amo e em seguida, colada à anterior, vem a avaliação que as pessoas ao meu redor têm do meu trabalho. Falar para uma pessoa como eu que ela está numa zona de conforto, estagnada, é como xingar a mãe de mulher da vida. Não deu, fui embora. Eu nem tinha muito certo o que faria quando saísse de lá, e ao final o 1o escritório que trabalhei como formada, que tem trabalhos fantásticos, me convenceu a voltar e eu fui. Isso tem 7 meses.

Daí que lá ocorreu o contrário: eu cheguei com todo o gás do mundo. Estava tão certa da minha escolha e tão motivada com minhas possibilidades profissionais que doei todo o meu tempo para dedicar-me ao desenvolvimento de meu projeto, rompendo com todos os clientes que eu atendia, digamos, como 'pessoa física', sem vínculos. Estava realmente feliz.

Por um acaso do destino, algo deu errado no que havia sido planejado: minha chefe, que me treinava para assumir o projeto em que eu estava, teve problemas sérios de ordem pessoal e precisou ausentar-se por um período não muito breve. Nesse momento eu assumi tudo, a coisa começou a andar do meu jeito, estava tudo bem. Fui elogiada interna e externamente ao escritório. Mas então chegou uma terceira pessoa que conseguiu melar com toda a minha desenvoltura, fazendo com que me sentisse incompetente diversas vezes e questionar a escolha que eu havia feito para sair da zona de conforto. E eu fui colocada na zona de conforto novamente, contra a vontade. Acho que nunca me senti tão deslocada e perdida profissionalmente como estive nos 2 últimos meses.

É muito estranho comunicar à chefe que você admira e se dá bem que você não quer mais ficar na zona de conforto, até porquê nem eu sei bem definir a zona de conforto de onde estou hoje. Sei, por exemplo, que mandar e-mail assinando por outra pessoa e ignorar e-mails que me mandam diretamente para que outra pessoa responda me dão sensação que estou na situação mais patética do universo, mas não dava para usar isso como O argumento. Mas consegui dizer, por exemplo, que desisti de tentar me sobressair e trabalhei como estagiária nas últimas semanas só para evitar atritos, e que achava que me manter dessa forma era injusto com o salário que me pagavam. Há também uma série de problemas na estrutura, que acho que poderiam ser resolvidos, mas ainda assim eu resisti às possibilidades que ela me apresentou para reconsiderar. Penso que se não fosse a terceira pessoa eu poderia estar contente, e sabe-se lá se um dia sairia de lá. Mas parece que o cosmos não gosta que eu chame um lugar de meu.

Não faço a menor idéia do que me aguarda. Mas, juro, prefiro trabalhar com um zé-ninguém que saiba aproveitar minha ambição profissional, e crescermos juntos, do que ter toda a autonomia do mundo num lugar que queira me deixar numa zona de conforto. Definitivamente, isso não combina comigo.

Mesmo sem ter noção do que me aguarda, não me sinto mais perdida. Espero que daqui outros 7 meses eu possa dar boas notícias sobre o lugar MARAVILHOSO que estarei trabalhando, e sossegar.

1.4.08

Talassemia

Numa crise de estresse há 7 anos tive uma espécie de alergia que espalhou umas feridinhas parecidas com catapora pelo meu corpo todo. Então descobri que sou portadora de uma anomalia genética no sangue cheia de manifestações chatas chamada TALASSEMIA, ou anemia do mediterrâneo, ou anemia dos italianos. Isso porquê a anomalia surgiu na península européia, principalmente entre gregos, italianos, portugueses e espanhóis. Dai achei importante contar para vocês pois muita gente descendente dessas regiões têm a anomalia e não sabe, e apesar de não haver cura é possível tomar alguns cuidados para que o problema não se torne maior.

A talassemia é uma doença hereditária de transmissão recessiva que causa anemia leve ou severa. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, nem toda anemia é falta de ferro. Pessoas com talassemia, inclusive, costumam apresentar índices de ferro acima do normal, que prejudicam o metabolismo. A anemia talassêmica, na verdade, é decorrente da hemoglobina reduzida (hemoglobina é a proteína do sangue) devido às cadeias genéticas defeituosas do organismo: os genes que codificam a hemoglobina estão faltando ou são diferentes. O organismo, então, compensa essa falta com um número excessivo de glóbulos vermelhos, mas estes apresentam um tamanho menor que o normal e uma forma defeituosa. A produção de glóbulos vermelhos consome muita vitamina B e ácido fólico (que é o regulador de ferro no organismo, e por isso o ferro torna-se um vilão nos talassêmicos), causando uma desordem no metabolismo.

Como consequência, o talassêmico apresenta uma série de sintomas. A mais perceptível é a cor da pele, geralmente muito branca. Além disso, devido ao tamanho reduzido dos glóbulos vermelhos (responsável pelo transporte de oxigênio pelo organismo) os talassêmicos costumam apresentar sono e fraqueza acima do normal, além de cansaço e palpitação quando praticam atividades que exijam um pouco mais de esforço. Também apresentam muita queda de cabelos e unhas quebradiças.

A vida de um talassêmico minor, que é meu caso, é normal. Exceto pelo sono, cansaço e falta de ar constantes, se pode fazer de tudo. Há necessidade de tomar ácido fólico diariamente para evitar o excesso de ferro no organismo e a piora dos sintomas em decorrência disto. Grave mesmo é carregar a carga genética, que se somada à outro gene portador de thalassemia minor pode gerar um indivíduo com thalassemia major, ou anemia de Cooley, que é algo bem mais grave. Nesse caso, a pessoa necessita de constantes transfusões de sangue e outra série de cuidados. Até pouco tempo, a maioria dos portadores da anemia de Cooley não chegavam à adolescência. Um hematologista é capaz de diagnosticar se você é portador do gene e qual a gravidade de sua talassemia com facilidade através de exames de sangue simples, mas que não são solicitados num clínico geral. E é muito importante saber disso antes de pensar em filhos.

Então é isso, queridos! Me senti na obrigação de difundir a informação. ;)